segunda-feira, 9 de março de 2015

ESCALADA PARA O AMOR



Escalada para o Amor
Beyond Riches
Catherine Leigh







Darryn Langtry achava-se no meio das montanhas de Montana com Kirk Storm, um guia bonito e sensual, mas muito, muito inatingível. Eles pertenciam a mundos diferentes, mas a atração entre eles dois era eletrizante.
Kirk no entanto, deixou claro que a considerava uma filhinha de papai: vazia, superficial e mimada. E Darryn jamais quisera algo na vida como queria Kirk. Sua única chance de conquistar este homem era fazer Kirk ver que além da riqueza havia uma mulher perdidamente apaixonada!



CAPÍTULO I


Pelo jeito, Darryn Langtry estava se metendo numa senhora encrenca! Preocupada, olhou a van, seu último contato com a civilização, desaparecer ao longe. Voltou-se para os três homens que tinham ido com ela até ali — não sabia onde era "ali" — depois de aterrissarem no aeroporto de Billings, no Estado de Montana. Eles não pareciam preocupados com o isolamento daquele vale entre montanhas, rodeado por florestas, onde o motorista da van lhes dissera para esperar o guia, Kirk Storm.
— Não se aflija — o homem chamado Alex deu umas pancadinhas num ombro dela. — Já deve ter feito isto outras vezes...
Darryn forçou um sorriso e fez um vago "sim" com a cabeça. Eles talvez tivessem feito aquilo; várias vezes, mas ela jamais escalara montanhas. Aquela era uma das regiões mais lindas, e mais selvagens, da sua terra, mas não a conhecia.
Mordeu o lábio inferior. Sobestimara sua experiência com ambientes naturais ao decidir fazer aquela viagem. Olhando ao redor, perguntava-se o que fazia ali!
Chegou na sentir raiva do seu meio-irmão Jordan West, que lhe recomendara tanto a "Expedições Storm" para aprender a escalar montanhas.
Um dos homens apontou para um pequeno vulto negro à distância e disse:
— Deve ser Kirk.
Kirk Storm aproximou-se com uma rapidez surpreendente. Do modo que Jordan falara dele, ela achara que teria uns três metros de altura e corpo de campeão olímpico depois de intenso tratamento com anabolizantes. Contudo, Kirk não media mais de um metro e oitenta e três, era musculoso, sim, porém esguio. Os cabelos loiros, lisos passavam bastante do colarinho do blusão safári cáqui e precisavam de pente e tesoura. Era evidente que vira um aparelho de barbear mais recentemente do que o barbeiro; uma barba loira de pelo menos dois dias sombreava o rosto quadrado e quase ocultava a covinha no queixo.
Segundo a agente de turismo, Kirk permanecia nas montanhas a maior parte do verão, era de compreender que não ligasse muito para cortes de cabelo e barbear-se. E Darryn via-se obrigada a admitir que o tom dos cabelos loiros dele era exatamente o que procurara na última vez que fizera reflexos nos dela.
Franziu os lábios, observando-o; de súbito seu olhar encontrou os olhos prateados do guia e os pensamentos se desvaneceram. Jamais vira tanta aversão nos olhos de alguém.
Sentiu-se como um inseto repelente que Kirk estava prestes a esmagar com o pé.
— Kirk — um dos homens estendeu-lhe a mão. — Sou Will Johnson, lembra-se de mim?
Storm deu um leve sorriso ao apertarem-se as mãos, mas o olhar gelado voltou, rápido, para ela:
— Quem diabo é você? — perguntou.
— Darryn Langtry — ela queria sentir confiança bastante para falar com imponência. — Deveria saber quem está inscrito nesta escalada.
— Darren? — ele não conseguia disfarçar o espanto. — Darren é nome de homem.
— Pode ser, mas Darryn não é — assegurou-a.
A testa dele franziu-se:
— Darryn... Parece marca de produto de beleza.
— Perdoe-me, por favor, mas não pude escolher meu nome — ironizou ela. — Foi meu pai. Ele acha que se parece com Darling... Querida...
— Grande! — gemeu Kirk. — A queridinha do papai, era só o que nos faltava. — Fez um gesto indicando os outros. — Se aceita apenas homens nesta excursão.
Darryn endireitou os ombros:
— Isso não é verdade. Juro que não sou homem e aceitaram minha inscrição. — Ela olhou ao redor. — Será que pode fazer a mágica de conseguir algo que me leve de volta a Billings?
— Infelizmente, não. — Kirk olhou na direção em que á van sumira. — Ele só vai voltar daqui a três semanas. Eu estou... Nós estamos ferrados.
Soltando uma imprecação sibilante, Kirk virou-lhe as costas e, pelo que pareceu uma eternidade, ficou olhando as montanhas distantes. Darryn continuou a fitá-lo com algo mais do que raiva; com ansiedade.
De fato, o corpo dele era quase perfeito. Com todo aquele exercício que fazia ao ar livre não tinha os pneuzinhos de banha, tão cheios, acima da cintura do jeans. Nem, os olhos dela continuaram descendo, a mais leve sombra de gordura nas coxas e nos quadris estreitos, tão masculinos. Nem...
O jeans voltou-se, ficando de frente, e ela deu consigo fixando a braguilha dele. Nada fora de lugar ali também, pensou, o rosto em fogo. E agora? Devia continuar olhando para as "partes" ou erguer o rosto e aguentar o olhar irado dele? Ou seria melhor continuar o exame e observar os pés?
— Srta. Langtry?
Ela levantou a cabeça e surpreendeu-se ao ver que havia humor nos olhos de Kirk.
— É "senhorita", mesmo, não? — o indagou.
Darryn ouriçou-se:
— Você sabe o estado civil destes senhores? — Ela indicou os três companheiros de viagem.
— Não, claro que não. Eu só...
— Então, não precisa saber o meu!

Um comentário:

  1. Mocinho cabeça dura X mocinha persistente, ela correu atras do que queria, as vezes dava vontade de "bater"no mocinho devido a teimosia dele!Enfim gostei e recomendo.

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