sexta-feira, 24 de julho de 2015

FEITIÇO HUNGARO

LIVRO


Ao chegar à Hungria, Emma estava determinada a livrar-se o mais rápido possível da tarefa que seu pai lhe impusera: posar para o famoso pintor Zoltan Fazekas.

Porém, ao deparar-se com o excêntrico artista, seu coração bateu acelerado.
Era o homem mais atraente que já vira, e com um olhar encantador e enigmático...
Emma procurou dominar o turbilhão de emoções que a assolava, mas um estranho feitiço a prendia a esse homem.
Agora, tinha certeza de que esse encontro mudaria radicalmente sua vida...

Capítulo Um

— Minha querida, não posso fazer mais nada. Seu pai mudou de idéia; terei de cancelar a viagem. — Constance Thorneloe suspirou com tristeza.
Consternada, Emma olhou para a mãe, mal podendo acreditar no que ouvia. Bastara um rápido telefonema de Rolf Thorneloe para os sonhos e planos de Constance desabarem como frágil castelo de cartas.
Por mais que amasse e respeitasse o pai, naquele momento Emma considerou-o um homem injusto; na verdade, um egoísta.
Sabia o quanto Constance desejara aquelas férias na América do Sul e, faltando um mês para a viagem, anunciava que não iria mais e sem o menor remorso pela frustração que causava.
Contudo, lá estava Constance tentando defendê-lo, como sempre.
— Sabe, minha filha, acho que eu estava exigindo demais. Pobre Rolf!
Afinal deve ser muito difícil afastar-se dos negócios por tanto tempo. — Ela desculpou-se, procurando esconder o desapontamento.
— Mas por que ele não falou antes? — Emma protestou, sentindo uma súbita irritação contra a eterna docilidade da mãe.
— Com esforço, engoliu a raiva e acrescentou: — Você e papai não têm férias juntos há anos...
— Eu sei, querida, mas...
Exasperada, Emma deixou de prestar atenção nas palavras da mãe e concentrou-se nos próprios pensamentos. Começava a desconfiar que o pai jamais tivera a intenção de sair de férias para lugar nenhum e muito menos para a América do Sul.

Nenhum comentário:

Postar um comentário