quarta-feira, 2 de março de 2016

UM PRESENTE DO DESTINO

LIVRO

Um presente do Destino
Gift-wrapped baby
Renee Roszel


Encontrado: um bebê sob uma arvore de natal !


Hallie St John sabia muito bem cuidar de bebês,mas encontrar um sob sua arvore de natal era algo diferente !
Após o susto inicial ela descobriu que o pequeno presente, embrulhado em cor-de-rosa era para seu vizinho.Nathan Hawsmoor que não sabia nada sobre bebês. A não ser, claro, como fazê-los ! Isto a deixou com uma tarefa quase impossivel nas mãos: ensinar ao jovem e inexperiente pai ao menos as lições básicas;a quastão é que tanto pai quanto filha tornaram-se irresistiveis para Hallie...


CAPÍTULO I

O telefone tocou. Hallie cobriu a cabeça com o 'travesseiro. O telefone insistiu. Olhou para o relógio sobre a mesa-de-cabeceira. Eram seis horas e trinta minutos. O quê? Uma ligação às seis e trinta na manhã de Natal? Como o telefone não parava de tocar e o som estava irritando-a sobremaneira, Hallie resolveu atender.
— É melhor você ter uma boa desculpa, seja quem for — disse, mal-humorada.
— Feliz Natal! — disse uma mulher cuja voz pareceu familiar a Hallie.
Ela bocejou e afastou os cabelos dos olhos.
— Bea? Pensei que fôssemos amigas!
O riso do outro lado da linha fez Hallie afastar o fone do ouvido.
— As crianças se levantaram às cinco, querida. Para mim, estamos no meio da manhã.
— Interessante. Tchau.
— Ok. Já vou desligar. Só telefonei para lhe desejar um Feliz Natal e reforçar meu convite para o almoço. A mesa será servida às duas horas. Há tempo de sobra para você se arrumar e pegar a estrada para Bartlesville.
Hallie acabou sorrindo. Bea era uma boa amiga. A amizade vinha dos tempos do colégio. Fora a única que persistira.
— Obrigada, mas preciso colocar meu trabalho em dia. — Era uma mentira, mas certamente seria melhor dizer isso do que admitir que ver Bea com o marido e os filhos a fazia sentir-se ainda mais solitária. — Obrigada mais uma vez por lembrar de mim.
— De nada. Se mudar de idéia...
Um som de sininhos fez Hallie parar de falar e pedir que a amiga aguardasse. Prestou atenção e o som se repetiu. Levantou-se e caminhou pé ante pé em direção à porta do quarto. De onde estava, podia ver a árvore de Natal com os enfeites brilhando à luz que se infiltrava pela janela. E sob a árvore, ela percebeu um movimento.
Um movimento?
— Hallie? Está tudo bem? — Hallie deitou-se no chão.
— Eu... Bea, preciso desligar. Feliz Natal.
Arrastou-se bem devagar até alcançar a entrada da sala. Estreitou os olhos e tentou enxergar entre os galhos da árvore. Seria um rato? Teria subido sobre os presentes e encostado nos sininhos?
Céus! O que faria?
Tilim-Tilim.
Hallie engoliu em seco. Uma minúscula mão estava brincando com um dos sininhos pendurados na árvore. O susto foi tão grande que ela deixou escapar um pequeno grito. Não conseguia se mover ou respirar. A mãozinha pertencia a um bebê deitado em um cesto enfeitado com fitas vermelhas.
Colocou-se de joelhos. Uma onda de pânico invadiu-a. Como era possível? Como um bebê viera parar sob sua árvore de Natal?
Trêmula demais para ficar de pé, Hallie continuou engatinhando pela sala sem afastar os olhos do pequeno cesto.

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